Músicos que são a cara de Nova York

Nova York é a cidade onde artistas do mundo inteiro sempre vieram para tentar, para ousar, para acontecer, para se reinventar... Sempre foi assim, desde que Nova York é a Nova York como a conhecemos. A cidade que foi o reduto do jazz, que presenciou o nascimento do Hip-hop, que deu voz à artistas independentes, que mostrou o que havia de melhor no underground, que levanta e destrói carreiras, está pronta a mostrar que o que há de melhor (quase sempre) acontece primeiro aqui pra depois acontecer no mundo. E aqui estão alguns artistas que encontraram sua voz em NYC.

Não há uma ordem de preferência, ou importância, e nem todos os artistas aqui citados são originais de Nova York, mas todos têm a cara da grande maçã e realizaram alguns de seus melhores trabalhos na cidade que nunca dorme.

Lady Gaga



Como todo popstar, Stefani Germanotta, conhecida pelo nome artístico Lady Gaga, tem seus admiradores e tem seus críticos. Tem seus triunfos e tem seus fracassos. Mas nada tira o lugar dessa típica Nova-iorquina da História da música, onde com irreverência e estilo, além de uma voz potente, conseguiu conquistar o seu lugar no disputado mercado da música. E ela não desiste tão fácil de seus objetivos: "Eu sou de Nova York; sou capaz de matar pra conseguir o que eu quero!"

50 Cent



Nascido em Jamaica, no Queens, Curtis Jackson III sabe como a vida é dura na cidade grande e quase viu sua vida afundar quando começou a revender drogas. Ao iniciar a carreira de rapper, ainda devendo dinheiro a traficantes, 50 Cent foi baleado nove vezes, mas sobreviveu. Seu álbum Get rich or die trying vendeu mais de 13 milhões de cópias. "As paredes têm ouvidos, neguinho: Eu mando em Nova York!"

Blondie



A banda liderada por Debbie Harry foi pioneira do new wave e punk, sendo uma das melhores representações do que significou a cena underground de Nova York. Enquanto alguns críticos apontavam a banda como muito 'agressiva' pra fazer sucesso, a revista Rolling Stone apontou o grupo como uma das mais ecléticas dos anos 70. "Nova York é um reflexo de toda música e arte criada aqui" - Debbie Harry.

Sonic Youth



A banda de rock alternativo que alcançou sucesso nos anos 80 deve a Nova York muito de sua influência New Wave. O primeiro álbum não fez muito sucesso entre os críticos, mas depois do lançamento do segundo álbum, Confusion is sex, e do bom recebimento da música na Europa, os EUA se renderam a essa banda que saiu dos porões de Manhattan para o mundo. Thurston Moore falou sobre o início de grupo: "Eu estava em Manhattan para estudar arte, mas eu também queria experimentar com a música. A coisa boa disso tudo é que podíamos realmente experimentar, pois tradição não é necessária para a criação."

Jay-Z



Rapper, compositor, produtor, Jay-Z é um dos músicos mais bem sucedidos da História. Morador do bairro barra pesada Bed-Stuy, Shawn Carter lembra como a cidade influenciou sua vida e seu nome artístico. J e Z são as linhas de metrô utilizadas para chegar a zona do Brooklyn onde o rapper cresceu. Um dos seus maiores méritos foi conseguir não ter a carreira ofuscada pela esposa, a também bem sucedida Beyonce. "Você está em Nova York, selva de pedra onde os sonhos são feitos. Não há nada que você possa fazer. As ruas vão te fazer se sentir novo, as luzes vão te inspirar..."

Jennifer Lopez



Cantora, atriz e apresentadora de sucesso, J-Lo cresceu no Bronx altamente influenciada pelo Hip-hop e por suas raízes Porto-riquenhas. Descoberta nos clubes de Manhattan, a carreira de cantora veio após o sucesso como dançarina dos New Kids on the Block e Janet Jackson. "Eu sempre quis ser cantora, atriz, dançarina... Nova York me ensinou a lidar com minhas imperfeições e usa-las a meu favor'"

Moby



Cantor, músico, DJ, Moby se destacou no mercado da música eletrônica que o levou ao sucesso ao patamar de um dos profissionais mais requisitados da área. "Eu aprendi nesse lugar os efeitos que drogas como o Ecstasy tem nas pessoas. Inicialmente tudo parece muito bom, mas depois a pessoa se torna uma concha vazia, com uma aura de escuridão em volta dela."

Vampire Weekend


A banda de Rock Indie nasceu e encontrou seu reconhecimento em Nova York em 2006. Numa época em que a música pop e o Hip-hop dominam as paradas de sucesso, o grupo obteve grande êxito com seus três álbuns de estúdio, ganhando, inclusive, o Grammy. "Há coisas boas acontecendo tanto em Nova York quanto em Los Angeles. As duas cidades se completam por serem dois lados da mesma moeda".

The Strokes


Com uma mistura de rock alternativo e algo que parecer ser um revival do Punk Rock, The Strokes foi uma 'brincadeira' entre amigos que deu certo. Saida da casa dos amigos Julian Casablancas, Nick Valensi e Fab Moreti, a banda começou se apresentando em clubes do Lower East Side e logo conquistou uma legião de fãs. Os cinco álbuns da banda consolidaram seu sucesso internacional e lhe deram reconhecimento da crítica. "Nossa base principal de fãs está em Nova York, então esse será sempre o lugar onde vamos nos reunir!"

Nicki Minaj


Experimentando o que a cidade tem de melhor e pior a oferecer, Onika Maraj passou de tudo um pouco desde a mudança de Trindade e Tobago para os subúrbios do Queens. Tentou ser atriz na Broadway, passou por trabalhos de garçonete e telemarketing, até resolver se entregar de vez ao rap underground que lhe deu a voz necessária para se destacar dos demais como Nicki Minaj. "Posso me considerar rei e rainha de Nova York, já que vim de baixo e aqui estou, com números 1 em vários países!"

Wynton Marsalis


Hoje diretor do Jazz no Lincoln Center, esse trompetista e compositor foi o primeiro a conquistar o prêmio Pulitzer de música. Quando se mudou para Nova York em 1979 para frequentar a famosa escola Julliard, Marsalis não imaginaria o poder que o fluxo da cidade teria sobre sua música, o tornando uma das lendas vivas do Jazz. "A cidade me mostrou quando eu cheguei que eu poderia não ser apenas mais um. Bastava confiar no que eu tinha a oferecer. Eu tinha muitos ídolos, mas eu queria ir além do que eles foram..."

Beastie Boys


Uma das maiores referencias de bandas nascidas em Nova York, o Beastie Boys alcançou um sucesso inesperado ao mistura hardcore, punk, rap e Hip-hop em suas canções. Seus álbuns são ainda hoje referenciais para a música, mesmo que seus maiores sucessos estejam nos anos 80 e 90. "Não esperávamos  todo o sucesso que conquistamos em Nova York. Éramos apenas garotos brincando e experimentando com a música."

Frank Sinatra


À época de sua morte, a "cidade que nunca dorme" ficou de luto. O Empire States Building ficou todo iluminado em azul para homenagear os olhos daquele que melhor cantou a cidade. Cantor e ator de sucesso, Sinatra colecionou prêmios como Grammys e um Oscar por sua atuação. As polemicas em sua vida pessoal nunca foram o suficiente para apagar a imagem que os fãs tinham de um artista até hoje insuperável, que cantou sobre a cidade que o recebeu: "Se você é capaz de vencer aqui, você pode vencer em qualquer lugar..."

Thelonios Monk


Jazzista de sucesso, Monk começou a tocar piano aos seis anos de idade quando sua família se mudou para Nova York. Apesar de nunca ter se formado, foi aceito em escolas como a Julliard. Foi o Jazz que o chamou para a noite de Manhattan e seu estilo foi lapidado em "disputas" com outros jazzistas da época. "Não tinha porque ficar numa escola quando eu estava em Nova York e tudo estava acontecendo lá fora!"

Madonna



Quando chegou a Nova York, então com 19 anos e 37 dólares no bolso, Madonna queria ser sucesso, só não sabia ainda como conseguiria isso. Tentou ser dançarina, backing vocal, mas estava destinada mesmo ao estrelato como cantora. "Em Nova York não se pode ser inocente. Você tem que usar mais do que é usada, senão você é devorada viva. Todo homem que eu usei pra chegar onde cheguei me ama, pois sabem que de alguma forma eu os amei também."

Ella Fitzgerald


Ela nunca quis cantar profissionalmente, pois era extremamente tímida para o palco. Após perder uma aposta com suas amigas, teve que ir ao Apollo Theater, no Harlem, participar de um concurso de onde saiu com o primeiro prêmio. Foi apenas o início de uma carreira de sucesso, com mais de 50 álbuns, onde conquistou audiências com sua voz intensa. "Uma hora você está se apresentando por acaso em um clube no Harlem e tudo começa a acontecer. Eu estava lá pra dançar, mas ao subir no placo mal conseguia me mover.  Então alguém me disse: quando estiver no palco, faça alguma coisa. E eu fiz."

John Lennon



O cantor que ficou famoso com sua banda, os Beatles, escolheu a Grande Maçã como seu refúgio. No Dakota, prédio com vista para o Central Park, John escreveu alguns de seus mais memoráveis sucessos como 'Imagine'. Roberta Flack, então vizinha do cantor, ouviu John compondo a canção que seria emblemática em sua vida. Nova York foi o lugar em que John foi assassinado e onde está seu memorial, bem em frente ao prédio onde morou seus últimos anos. Sobre o porquê da mudança para Nova York, o ex-Beatle respondeu: "Se eu vivesse no Império Romano, gostaria de morar em Roma. Hoje Nova York é Roma, onde tudo acontece!"

Cole Porter


De família rica e sem necessidade de "um trabalho de verdade", Cole Porter pôde se dedicar à uma vida de luxos em Manhattan, onde sua música foi aceita e se tornou sucesso. Com composições inesquecíveis para o teatro, televisão e cinema, Porter se tornou um nome reconhecido em todo o mundo. Entre seu maiores sucessos estão 'Kiss me, Kate!' e 'Anything goes'.

Billie Holiday


Filha de uma prostituta, Billie Holiday sequer sonhava com o sucesso como cantora. Tudo o que ela queria era dinheiro para ter o que comer e por isso começou a cantar nos clubes da cidade. Logo as pessoas viram que a voz daquela mulher tinha algo incomum, algo que provocava emoções. E foi assim que Billie alcançou o estrelato. "Estava frio, eu andava pelo Harlem morrendo de fome. Entrei em um clube pra pedir emprego. Perguntaram se eu dançava, eu tentei dançar, mas era horrível. Então comecei a cantar e todos no clube se viraram pra me ver. Algumas estavam chorando. Jerry Preston veio até mim e disse: Garota, o emprego é seu!"

Suzanne Vega


Quando se mudou para Nova York para estudar dança moderna, essa cantora e compositora da California sabia onde queria chegar. Descoberta nos clubes de Greenwich Village, onde se apresentava, Suzanne Vega é uma das primeiras representantes da música Folk, estilo que se tornaria popular. "Nova York significou uma libertação para o meu lado feminino. Isso estava no meu trabalho desde o começo!"

Velvet Underground


Um dos grupos mais influentes dos anos 60, a banda de rock fundada por Lou Reed e John Cale alcançou sua fama em parte pela assistência de Andy Warhol. O visionário levou a banda para tocar em seu clube e eventos e, somados as letras provocativas, transformou a banda numa das mais importantes da História da música.

Cyndi Lauper


Numa época em que os críticos chegaram a apontar a cantora como a mais fadada ao sucesso, a despeito de Madonna, Cyndi resolveu seguir por um caminho diferente da rival. Se não a colocou no mesmo nível de sucesso, pelo menos Cyndi mostrou em canções como 'Girls just want to have fun' e 'True Colors' que tem potencial para viver para sempre na música. Além de cantora, Cyndi é também atriz e compositora tendo seu musical, 'Kinky boots', na Broadway transformado em um sucesso. "Quando gravei meu primeiro álbum eu era uma menina de Nova York que estava onde queria e sabia o que estava fazendo. Não sei se as meninas de hoje em dia sabem o que estão fazendo."

Mary J. Blidge


Ganhadora de 9 Grammy em sua carreira e donna de uma voz marcante, Mary J. Blidge, nascida no Bronx, sabia que queria música em sua vida desde pequena. Seus álbuns refletem uma mistura de Soul e R&B, com uma pitada de Hip-hop. Além de cantora, Blidge é ainda atriz. "Não sei como seria em outro lugar, mas Nova York é a cidade das oportunidades. Basta saber onde elas estão e ir atrás delas!"

Barbra Streisand


Uma beleza exótica e dona de uma potente voz, Barbra, uma garota do Brooklyn, alcançou todo o sucesso que esperava na vida. Começou a cantar ainda adolescente em clubes e a participar de produções pequenas no teatro, que a levaram para uma carreira premiada no teatro, cinema e na música. "Eu amo o Brooklyn, sempre vou amar. Mas Barbara, com um terceiro A, lembra a menina que eu não sou mais. Por que não mudar? Por que ser a mesma todo dia? Tive 19 anos de Barbara, mas agora sou a Barbra".

10 séries que ajudaram a promover Nova York pelo mundo

Quem não ama os seriados? Eu acho que foram os seriados, mais do que os filmes, que ajudaram a fazer crescer em mim o amor por NYC. Lógico que na tela da televisão tudo parece mais bonito. Ainda assim, quando eu cheguei na cidade pela primeira vez, foi como reencontrar uma velha conhecida, pois eu já tinha visto New York tantas vezes que já não era uma estranha pra mim.

Vamos ao top 10!

10 - Don't trust the B---- in apartment 23 (2012 - 2013)


June é uma jovem recém formada, cheia de expectativas, que se muda pra Nova York para começar a carreira numa nova empresa. Porém, a recém chegada descobre que a empresa faliu devido a fraudes e seus planos e apartamento de sonhos foram por água abaixo. Sem coragem de voltar pra casa, ela se muda para o apartamento de Chloe, uma verdadeira bitch que quer fazer da vida de June um inferno. No elenco dessa comédia está James Van Der Beek, o Dawson do seriado adolescente Dawson's Creek, como ele mesmo. Pena que a série, apesar de muito engraçada, não agradou e foi cancelada na segunda temporada. Mas está completinha no Netflix.

9 - Felicity (1998 - 2002)


J.J. Abrams é o criador desse drama ambientado em Nova York. Felicity é uma jovem recém formada do colegial que decide estudar na Universidade de Nova York para ir atrás de uma paixão da adolescência, Ben, indo contra o desejo de seus controladores pais. Já na cidade grande, Felicity descobre que, a despeito do que escreveu em seu anuário, Ben não sente nada por ela. Mesmo assim a jovem decide ficar em Nova York estudando artes, fazendo novos amigos, como Julie, Elena e Javier, e conhecendo Noel, aquele que vai deixar o coração da moça dividido. Os quatro anos da série mostram cada um dos quatro anos de faculdade (Freshman, Sophomore, Junior e Senior) e é imperdível. Quem não conhece, não perca a chance de se apaixonar pelo mundo de Felicity.

8 - Gossip Girl (2007 - 2012)


É fútil? É! Mas é divertido? Demais! As amigas Blair e Serena sabem como movimentar o mundo dos ricos no Upper East Side; ainda mais com o blog da Gossip Girl mantendo todo mundo informado das polêmicas envolvendo os moradores dessa área nobre em Nova York. Além de falar das meninas que são tanto amigas quanto rivais, o blog tem um fraco por Nate, o namorado perfeito de Blair, e Chuck Bass, um playboy com inclinação para confusão. Os outcasts Dan e Jenny Humphrey  começam a ganhar espaço nesse novo mundo, mesmo sendo pobres, quando Dan se envolve com Serena e Jenny se torna peça de jogo nas mãos de Blair. Nova York é pequena demais para eles, que fazem o possível para não serem irrelevantes na sociedade onde vivem. Uma sociedade com segredos escondidos atrás das festas de caridade e brunchs de domingo. 

7 - Everybody Hates Chris (2005 - 2009)


Bom, não dá pra amar muito a parte da cidade onde Chris vive com sua família. Bed-Stuy (Bedford-Stuyvensant, no Brooklyn) consegue ser pior hoje em dia do que era nos anos 80, quando se passa a série baseada na vida do comediante Chris Rock. Porém, acompanhar a vida da família de Chris, com seus pais, Julius e Rochelle, e seus irmãos, Tonia e Drew, é no mínimo garantia de muitas risadas. Foi uma pena um cancelamento inesperado, deixando a série sem um grande final. Mas ainda sim vale a pena assistir as reprises e rir das mesmas piadas; principalmente as que incluem Rochelle, a impagável matriarca. 

6 - Seinfield (1989 - 1998)


Um programa muito engraçado, contando uma versão satírica do humorista Jerry Seinfield e seus amigos George, Elaine e Cosmo. As situações de humor foram tão engraçadas na época, como são se assistida hoje nas reprises. Foi uma das séries que causou uma comoção em seu cancelamento, por que os números de audiência só subiam o que não justificava o fim da mesma. Mas é sempre bom ver os personagens, moedores de Nova York, passando por diversas problemas da vida comum e... Não aprendendo nada com isso!

5 - Will & Grace (1998 - 2006)


Apesar das críticas negativas recebidas em sua estreia, a série foi a mais popular da História tendo gays como protagonistas. Sucesso absoluto durante as oito temporadas em que foi exibida. Will e Grace, ex-namorados no passado, decidem fazer sexo, mas Will descobre que é gay e desde então os dois se tornam grandes amigos, se ajudando e compartilhando experiências. Juntam-se aos dois o afetado Jack e a socialite Karen, que vive a base de álcool e remédios. Com situações um tanto engraçadas, a série conquistou popularidade instantânea, contando com participações de Madonna, Elton John, Ellen De Generes, entre outros.

4 - 30 Rock (2006 - 2013)


A série, sempre sucesso de crítica e altamente premiada, nunca alcançou o mesmo mérito com o público. Ainda assim durou sete temporadas, graças ao humor ácido de Tina Fey. Sua Liz é uma versão da própria Fey, contando suas experiências como roteirista de uma importante rede de televisão e tendo de lidar com os egos dos astros contratados e do chefão da emissora. Além de Tina Fey, a série contava com Alec Baldwin, Jane Krakowski, Jack McBrayer e Tracy Morgan. As situações são tão surreais e absurdas que vale a pena conferir cada um dos episódios. 30 Rock se refere ao endereço da emissora NBC no Rockefeller Center, no coração de Manhattan.

3 - Sex and the city (1998 - 2004)


Ok, você pode nunca ter visto a série, mas com certeza ouviu falar dela e de Carrie Bradshaw, a protagonista; hoje parte da Cultura Pop. Passada em Nova York, a série conta a história de Carrie, uma escritora apaixonada por moda, e suas amigas Charlotte, uma mulher tradicional e emocional, Miranda, uma mulher cheia de expectativas com relação aos homens, e Samantha, uma mulher na faixa dos 40 e devoradora de homens. Todos os problemas e envolvimentos emocionais das quatro protagonistas são o mote principal das seis temporadas. A série ganhou ainda duas continuações em forma de filme. Foi um grande, e inesperado, sucesso da televisão a cabo e elevou Sarah Jessica Parker ao status de estrela e ícone fashion. 

2 - Ugly Betty (2006 - 2010)


A mistura da novela mexicana 'Bete, a feia' com o filme 'O diabo Veste Prada' fez desse seriado um grande sucesso nos EUA, apesar da série perder popularidade na terceira temporada. Betty Suarez é uma jovem determinada e disposta a vencer na vida de maneira maneira honesta e sendo ela mesma, tendo oportunidades diferentes das pessoas de origem latina que moram em seu bairro, Jackson Heights. Contratada pela revista Mode como assistente pessoal de Daniel Meade, o editor, Betty vai ter que provar que mesmo fugindo ao padrão de beleza que reina naquela revista ela tem o que é necessário para ser vitoriosa. Mesmo que contra ela estejam a editora de arte Wilhelmina Slater e seu fiel escudeiro Mark. Eu recomendo a todos que assistam a série, pois, além de divertida, te dá o que pensar e nos faz querer algo mais para nós mesmos, mesmo que tudo pareça conspirar contra.

1 - Friends (1994 - 2004)


Bom, ninguém te disse que a vida ia ser assim. Porém, com amigos como Monica, Rachel, Phoebe, Chandler, Ross e Joey tudo parece ser mais fácil e um tanto divertido. Anos depois do cancelamento, Friends continua um sucesso em suas reprises trazendo sempre uma nova leva de fãs que descobre e se apaixona pelos moradores do Village. Monica, sempre com sua mania de controle, e Ross, um nerd adorável, são irmãos e moram em Nova York. Os amigos Joey, um ator sem muito sucesso, Chandler, um executivo que adora fazer piadinhas, e Phoebe, uma jovem esotérica que trabalha com massagens, estão sempre por perto, e, com a chegada de Rachel, o grupo se completa e fica coeso.

Sempre com situações engraçadas, Friends é garantia de um bom programa sem um episódio ruim nas dez temporadas em que ficou no ar. Graças ao seriado meu Inglês melhorou bastante! Até hoje eu torço pelo filme que vai reunir os seis integrantes do elenco!

Sobre sonhos e recomeços

Vista de Astoria Park
Acabei de assistir o fim da série UGLY BETTY. Um tanto quanto atrasado, eu sei, mas o final me fez chorar muito. Simplesmente por eu estar me vendo ali, quando abandonei minha vida, meu lugar comum, pra vir para Nova York. As festas de despedidas, o adeus à família, as lágrimas no aeroporto, e o aperto no coração no avião por estar deixando o lugar em que vivi por 30 anos para começar algo inteiramente do zero.

Em 1999, então um adolescente, eu e minha melhor amiga na época, Luciana, começamos a organizar nossos planos de fuga para Nova York. Ia ser uma vida nova, uma fuga, pra nós dois. 10 anos depois eu me formava na faculdade no Rio de Janeiro, Luciana estava casada, nosso contato era mínimo e a grande maçã se tornava um sonho distante. Me tomaria alguns outros anos até que eu decidisse realmente me mudar. Eu poderia dizer que foi num impulso. Realmente foi. Mas o que me impulsionou foi estar num lugar onde eu me achava estacionado, um emprego que pagava razoavelmente suficiente pra me acomodar, uma cidade cheia de problemas em que eu não era mais feliz, o fim da amizade mais importante da minha vida que me levou a uma depressão... Enfim, eu sentia que aquele não era mais o meu lugar. Eu tinha duas opções: Ficar ali e aceitar aquele como meu destino (como muitos fazem) ou começar do zero, em um lugar completamente diferente. Foi quando Nova York voltou a minha mente.

Não vou dizer que não doeu. Não vou dizer que não chorei várias noites sozinho, pensando em arrumar minhas malas e voltar para o Brasil. Mas não foi o que eu fiz.

Nova York é a cidade do "ame ou deixe". Não tem meio termo! Ou você ama esse lugar ou cai fora. Sempre que eu estava triste, só, sem ninguém por perto pra me dizer que tudo ficaria bem, eu saía pra caminhar e descobrir a cidade. Isso me fazia tão bem. Pouco a pouco eu fui descobrir que eu estava vivendo o meu sonho. Meu sonho de morar em Nova York, de construir uma vida aqui. Eu tinha conseguido! Quantas pessoas podem dizer que são corajosas o suficiente pra largar tudo e ir viver um sonho, mesmo contra todas as chances? Eu só consegui sorrir, ficar feliz de verdade, quando eu me dei conta de que de tanto buscar, meu sonho tinha se realizado. Ao invés de sentar todo dia, trabalhando num lugar, vivendo uma vida que não me completava, eu decidi buscar o que me faria feliz.

Hoje, quando eu ando pela cidade, eu me sinto bem por pequenas coisas. Me sinto feliz quando brinco com um cachorro no parque, me sinto feliz por comer um sanduíche no meio da Times Square, me sinto feliz por sentar num bar e contar minha história (e ouvir a história das outras pessoas), me sinto feliz tendo a arte tão ao alcance das mãos... E me sinto feliz por saber que, assim como esse sonho se tornou realidade, qualquer coisa pode ser feita por mim. Qualquer momento é o momento de recomeçar, não importa a idade que eu tenha ou medos que eu terei que superar. Isso me dá fôlego novo todos os dias... :)

Ilha da Liberdade

Spice Girls: Por onde andam as meninas que revolucionaram os anos 90



Eu fui fã das Spice Girls nos anos 90. Na verdade, fui obcecado por elas. Colecionava tudo que aparecia na minha frente! CDs, Livros, Fotos, álbum de figurinhas, pirulitos de pêssego... Tudo!!! As garotas revolucionaram o cenário Pop mundial com hits como Wannabe (Quem não lembra?) e Spice up your life. O grupo, formado em 1994 por Geri Halliwell, Melanie C, Emma Bunton, Victoria Beckham (Então Adams) e Melanie B, teve seu grande momento com o lançamento de Spice, primeiro álbum da banda em 1996. Depois vieram Spice Up Your Life, em 1998, e Forever, em 2000, mas o terceiro álbum do grupo já não despertou o mesmo interesse por conta da saída de Geri Halliwell meses depois do lançamento do segundo. Apesar de alcançarem vários números 1 seguidos nas paradas internacionais, as Spice Girls decidiram encerrar suas atividades como grupo. Voltaram em 2007 para uma mega turnê mundial, que se esgotou em segundos, e depois novamente em 2012 para o encerramento dos jogos olímpicos em Londres. Foi oferecido uma grande soma de dinheiro às meninas para voltarem na temporada 2015 de Las Vegas, mas Victoria Beckham, estabelecida no ramo da moda, disse não ter interesse de voltar a cantar profissionalmente e o contrato de Vegas só valeria com as cinco reunidas.

E hoje, em pleno 2014, o que as meninas apimentadas andam fazendo? Vamos ver em ordem de preferência.

GERI HALLIWELL


Sempre foi minha preferida, apesar de ter sido o John Lennon das Spice Girls. Deixou a banda e foi só o principio do fim para o grupo. Desde então lançou três álbuns de relativo, e decrescente, sucesso. Lançou algumas autobiografias falando da época das Spice Girls, que é a que mais interessa, é uma série de livros infantis de sucesso com a personagem Ugenia Lavender. Geri, apesar de ter abandonado o grupo por vontade própria, é a que mais faz lobby para a volta das Spice Girls. Tentou ser atriz e apresentadora, mas só parece voltar aos holofotes mesmo quando o assunto é o grupo que a lançou. Hoje é jurada no reality show Australia's Got Talent e estuda ou o lançamento de um quarto álbum ou sua aposentadoria da música, já que a seu último single em mais de 8 anos, Half of me, não injustamente fracassou na Australia. Único lugar onde foi lançado oficialmente. Bom, de fome a ex-Ginger Spice não morre: Sua fortuna é avaliada em mais de 40 milhões de Euros. Tem uma filha chamada Bluebell Madonna.

MELANIE C


Sempre foi considerada pelos críticos a única Spice Girl a realmente cantar. Com uma voz diferenciada em seus vocais ao vivo, Melanie C logo se destacou e após o fim do grupo lançou vários álbuns de sucesso, sendo a artista pop a ter o maior número de number 1 songs na Inglaterra. Seus trabalhos como atriz de teatro nas peças Blood Brothers e Jesus Christ Superstar lhe deram indicações a importantes prêmios, como o Lawrence Olivier. Um novo álbum, seu sétimo, está em produção. Continua ativa como cantora e tem uma filha chamada Scarlet.

EMMA BUNTON


A Baby Spice teve três álbuns de sucesso lançados após o hiato das Spice Girls, mas mesmo assim sua carreira musical não parece ser prioridade para ela que também aposta num retorno do grupo. Emma participou de vários trabalhos como atriz, inclusive em Bollywood, a meca do cinema indiano, mas atualmente prefere focar na carreira de apresentadora no Reino Unido e como jurada/mentora de reality shows. Emma tem dois filhos: Beau e Tate. Ambos com o cantor Jade Jones.

MELANIE B



Depois de um promissor primeiro single solo, I want you back, com Missy Elliot, a Scary Spice foi apontada como a que mais teria sucesso numa carreira solo. Previsão errada, já que seus dois álbuns tiveram um sucesso de mediano pra baixo. Com a mudança para os EUA, Melanie estrelou o musical Rent na Broadway, onde foi bem recebida pela sua atuação, e apresentou alguns programas de radio e televisão. Atualmente participa como jurada do America's got talent. É a ex-Spice que eu eu mais vi pessoalmente, pois está sempre aqui na área de Manhattan. Ainda não tive coragem de falar com ela e pedir uma foto, mas, quem sabe da próxima. Melanie tem uma vida pessoal um tanto atribulada com ex parceiros problemáticos como o dançarino Jimmy Gulzar, com quem teve Phoenix Chi, e o ator Eddie Murphy, com quem teve que provar a paternidade da filha Angel Iris. Atualmente casada com o produtor Stephen Belafonte, os dois tiveram Madison.

VICTORIA BECKHAM


Joan Collins a considera a mulher mais elegante viva. E muitos fashionistas também. A Spice Girl que eu mais detestava começou a namorar o jogador David Beckham quando ainda estava na banda. Os dois se casaram pouco antes do hiato do grupo e Victoria tentou continuar na carreira de cantora lançando um álbum com seu nome que foi mal recebido pela critica. Open your eyes, que seria seu segundo álbum, chegou a ter video de divulgação, mas nunca foi lançado. Apesar de ter se reunido com as ex integrantes para um tour mundial em 2007, Victoria afirma que não tem mais vontade de voltar aos palcos. Seu trabalho na área de moda como estilista ajudou a consolidar sua fama como ícone fashion e em 2013 foi considerada uma das mulheres Inglesas mais poderosas do mundo. O casal Beckham atualmente mora em Los Angeles com seus quatro filhos, Brooklyn, Romeo, Cruz e a caçula Harper. Em uma tentativa de fazer um reality show mostrando a vida de Victoria, no estilo das Kardashians, o canal E acabou optando por um especial de duas horas. A razão? A vida de Victoria era normal demais pra gerar uma série.

___ VIVA FOREVER, O MUSICAL ___

No melhor estilo Mamma Mia!, Viva Forever foi escrito por Jennifer Saunders e conta a historia de Viva, vocalista de uma banda que sonha alcançar sucesso. Num show de talentos, Viva é escolhida sem sua banda e vê sua vida mudar da noite para o dia com a fama e o sucesso, mas percebe que para continuar seguindo seus sonhos coisas importantes pra ela terão que ficar pra trás. 

Com os grandes sucessos das Spice Girls contando a história, o musical não encantou público e crítica e, apenas sete meses após o lançamento, teve sua performance final no Piccadilly Theater em 2013.



Noé: Verdade ou apenas uma fábula bíblica?


 


Por favor, não vejam isso como nenhum tipo de ataque!

Assim, nada contra quem acredita, mas levando em conta toda a polêmica sendo levantada por conta do filme NOÉ (2014), eu fiquei um pouco surpreso do quanto as pessoas enaltecem a passagem Bíblica como O acontecimento dos acontecimentos

Não vejo a Bíblia como acontecimentos reais, mas como um livro de fábulas levemente baseado em fatos reais, levando-se em conta o pensamento e a mentalidade daquela região e daquela época. Por isso mesmo não creio nas religiões que se baseiam em tal livro como verdade absoluta e que tentam empurrar garganta abaixo de seus seguidores seus dogmas baseados nas passagens bíblicas que lhe interessam.

A história de Noé, como tentam nos vender, é cheia de buracos. Vamos lá, analisando a própria:

1 - Deus achou que a humanidade estava muito má e decidiu acabar com ela. Simplesmente assim. Ele poderia simplesmente tê-los destruído, já que o objetivo claro era o extermínio e não ensinar qualquer lição. Então, por que salvar apenas Noé? Porque, segundo o Gênesis, Noé era um homem que andava com Deus... mas o mesmo não se diz sobre nenhum outro, incluindo seus filhos, que, ainda assim, foram salvos.

2 - De novo: Se o objetivo era o exterminio da raça humana, pra que salvar alguns?

3 - O livro de Gênesis, na Bíblia, aponta Noé como um homem de cerca de 600 anos de idade. Se você partir do pressuposto que para  a época a expectativa de vida girava entre 60 e 85, Noé estava fazendo mais do que hora extra na terra. Além do mais, como um senhor de tamanha idade teria vigor suficiente para uma construção no mínimo original? A não ser que ele fosse um Oscar Niemeyer do seu tempo e cuidasse apenas do projeto!!!

4 - Bom, Noé teria sido responsável por acomodar em sua arca um casal de casa espécie de animal existente no mundo. Isso dentre mamíferos, aves e répteis. Quando pensamos nisso, pensamos em mais de um milhão de animais diferentes. Alguns gigantescos! O elefante africano, por exemplo, pesa 5 toneladas quando adulto. Um casal deles já soma 10 toneladas para a arca! Não contamos aí com os Gorilas, Ursos (De todas as diferentes espécies). Essa arca deveria ser no mínimo gigantesca.

5 - Se continentes como as Américas ainda estavam longe de ser descobertos, como aqueles animais foram salvos? Ou melhor, como eles peregrinaram até a arca e depois voltaram aos seus lugares de origem? 

6 - Imagino que a arca devia ter divisões para proteger os animais de se enfrentarem, afinal, muitos ali são inimigos naturais. Aliás, eu gostaria de saber como animais como os pinguins, ursos polares, entre outros, sobreviveram tanto tempo longe de seus habitats naturais... Fica no ar...

7 - Noé entrou na arca com esposa, três filhos e três noras. Ali ficaram pelos 40 dias que a tempestade durou e 150 em que as águas ficaram sobre a terra. Chegamos a uma soma de 190 dias. Para alimentar a família de Noé, mais as dezenas de milhares de animais, de onde saiu tanta comida? Até entendo que a água vinha da chuva e tal, mas espaço na arca pra todos os animais, a família e mais um estoque de comida que não precisasse de cozimento é um tanto demais... Mesmo com muito boa vontade!

8 - Até aqui o povo já engoliu tudo e aceitou, pois dói menos, toda a historia do épico salvamento dos animais. Partamos então para o próximo tópico. Todos, mesmo que alguns tivesses barco por depender da piscicultura pra viver, morreram no mundo. Todos, menos a família de Noé. Quando saíram da arca, todos receberam a incumbência divina de se multiplicar logo depois de liberar todos os animais.

9 - Tendo Deus visto que não fazia muito sentido dizer que ia acabar com a população do mundo e salvar a família de Noé, diz simplesmente: "Não tornarei mais a amaldiçoar a terra por causa do homem; porque a imaginação do coração do homem é má desde a sua meninice, nem tornarei mais a ferir todo o vivente, como fiz". (Gênesis 8:21). Desculpa, não quero questionar, mas, se sabia disso por que continuou?

10 - Bom, como a raça humana estava extinta e somos todos descendentes de Noé, eu gostaria de saber como a família dele foi capaz de gerar Negros, Indios, Asiáticos, Indianos e todas os outros diferentes tipos físicos existentes pelo mundo. "Estes três foram os filhos de Noé; e destes se povoou toda a terra." (Gênesis 9:19)

11 - Após a coisa toda da arca, tem uma coisa meio doida! Noé planta uvas, faz vinho, bebe e depois sai bêbado e pelado, chocando os filhos que tentam cobri-lo... Mas aí o velho acorda e amaldiçoa o filho por te-lo coberto e tal... Juro que tentei, mas não entendi nada!

12 - Velho mesmo, pois Noé, segundo o livro, viveu por 950 e depois, simplesmente, morreu! Sem honras, sem glórias... simplesmente morreu.... Aos 950 anos, super plausível.... E aceitável... Como todo o resto da história.

13 - "Por estes foram repartidas as ilhas dos gentios nas suas terras, cada qual segundo a sua língua, segundo as suas famílias, entre as suas nações." (Gênesis 10:5) - Aqui está falando como as famílias dos netos de Noé partiram para outras nações, mas não deixa claro que línguas são essas (E por que, em primeiro lugar, decidiram parar de se comunicar na mesma língua?) e nem como as outras raças vieram a surgir....


Conclusão: Como eu disse antes, acredito que a história de Noé tenha sido levemente baseado em fatos reais. Acredito que ele possa ter sido um homem comum, não tão velho, que após um sonho premonitório tenha resolvido montar uma embarcação para salvar os animais. Não os do mundo inteiro como o conhecemos, mas os do que a mentalidade daquela época enxergava como sendo o mundo.

Muitos anos atrás encontraram vestígios do que teria sido a verdadeira arca de Noé na Turquia. Porém, estudos provaram que o material da arca não poderia ser tão antigo quanto o da suposta embarcação de Noé e que o material descoberto cerca de 4.800 anos atrás não seria um marco divino. Na verdade, a arca encontrada teria sido construída para ilustrar o mito mito de Noé e servir como local de visitação de peregrinos. Artigos com tapetes e cerâmicas mostrando figuras de um homem libertando um pássaro no topo da arca foram encontrados também no local, dando a certeza de que ali estava a humanidade suja em toda sua glória, usando uma lenda bíblica pra ganhar dinheiro!

Melhor de Nova York: Central Park



Central Park é um oasis dentro da loucura de Manhattan. Uma area de 3.4 km 2, maior inclusive que o Vaticano, o parque é considerado o quintal da maioria dos habitantes da selva de pedra. Inaugurado em 1857, o Central Park já foi considerado um lugar de gente pobre e suja, que abrigava favelas e criações de porcos. Hoje é um refúgio para moradores e turistas, sendo conhecido mundialmente graças a filmes e produções para TV que têm essa bela paisagem como cenário.

Com acesso por todas as regiões de Manhattan, o parque oferece atrações em todas as épocas do ano, mas o maior número de atividades está disponível justamente no período Primavera-Verão. Vamos a algumas das atividades principais do parque:

                            



Neve do inverno


É incrível ver o parque coberto de neve e os lagos congelados. Parece que estamos no meio de um sonho. Para os adultos é uma experiência sem igual; já pras crianças, é diversão sem fim já que elas podem descer pelos morros de trenó, brincar de guerra de bolas de neve e montar bonecos de neve. Bem... Adultos podem fazer isso também. Eu faço...



Central Park Zoo


Aberto o ano todo, o zoologico serviu como cenário para o filme Madagascar. Porém, não se engane! O zoo não é lá muito grande e pra uma diversão mais completa recomendo o Bronx Zoo. Mas as crianças certamente vão curtir o do Central Park. Ainda mais pelos divertidos playgrounds existentes em volta do lugar.

Castelo Belvedere / Lago das tartarugas


O castelo centenário servia como zona de observação meteorológica, hoje serve como observatório do parque e refúgio para os adeptos da ornitologia (observação de aves). Logo abaixo dele vemos o lago das tartarugas, onde centenas desses animais vivem.

Strawberry fields



Essa area localizada ao lado West de Manhattan foi construída como memorial para o cantor John Lennon, assassinado em 1980 diante de seu prédio, o Dakota, que tem vista para o parque. Um mosaico com a palavra Imagine perto dos morangueiros atraem milhares de fãs do ex-Beatle.



Teatro Delacorte


Famoso teatro de arena, abriga o festival Shakespeare no parque, que acontece analmente no verão. excelente oportunidade para ser ver artistas como Meryl Streep e Anne Hathaway se apresentando, mas, como tudo que é de graça, as filas para ingresso costumam se formar um dia antes. Mas até que é divertido passar a noite com uma galera no Central Park, quando as noites estão quentes. :)

Wolman Rink


Aberto na temporada Outono/Inverno com uma excelente pista de patinação no gelo ao ar livre, na temporada Primavera/Verão a area abriga um parque de diversão para crianças.

Os jardins do conservatório



Para os amantes das plantas, ou apenas de um lugar sossegado pra relaxar e ler um livro, os jardins do conservatório, no lado norte do parque, já dentro do Harlem, é formado por belas fontes, plantas ornamentais e flores que encantam seus frequentadores.

Terraço / Fonte do Batismo




Quando se chega no terraço e olha para a fonte e o lago o visitante logo tem a impressão de já ter estado ali antes, tantas foram as vezes que o cinema usou o lugar como cenários de filmes. Encantada e Sex and The City são alguns exemplos.

Monumentos




O interessante do parque são as dezenas de monumentos encontrados ali, como a estátua de Alice no País das Maravilhas e Hans Christian Andersen. Também se encontra Shakespeare, soldados, bruxas, cães heróis, entre outros.

Museus 





Na parte West encontra-se o belo Museu de História Natural e ao lado East temos o Guggenhein e o Metropolitan Museum of Art. Falarei sobre esses museus em outra oportunidade.


O parque ainda oferece áreas pra picnic e banho de sol, banheiros, Carrossel, passeios de bicicleta ou carruagem, passeios de barco pelos lagos, campos de Baseball e Basketball, artistas que desenham seu quadro por apenas 10 dólares, além de shows com grandes artistas (sempre gratuitos!!!). Ou seja, se estiver em NY, não perca a chance de visitar o Central Park. Não vai se arrepender.