1 ano depois... Balanço geral


O quanto a via de alguém pode mudar em um ano? O quanto você pode se transformar no decorrer de  meros 365 dias? Pra mim, por 30 anos, mudanças aconteciam, mas nada tão significativo quanto me mudar para um outro país. Acho que muitos, assim como eu, já passaram por essa fase de balanço geral.

Lembro do dia estressante que antecedeu minha decisão. Uma discussão boba com uma colega de trabalho, cobranças exacerbadas... No engarrafamento que consumiu três horas da minha vida no caminho de volta pra casa eu só conseguia pensar nas minhas últimas lembranças felizes. E todas estavam conectadas com New York. As lágrimas quando pisei pela primeira vez na Times Square, acordar na primeira manhã do ano, me enrolar em um cobertor e ir comprar o café da manhã na rua 72, conhecer amigos em um bar... Aquilo me fez sorrir e enxergar o que eu precisava: Sair da minha zona de conforto.

Renovação. Eu precisava zerar o jogo e começar algo novo. Ninguém me entendeu. Meu namorado não entendeu, minha mãe não entendeu, meus amigos e parentes não entenderam o porquê de eu largar um bom emprego, o concorrido concurso público no qual eu passara (até então eu não havia revelado isso pra ninguém, senão acabariam comigo), uma vida semi-construída, para embarcar numa jornada. Meu medo em aceitar entrar o emprego no concurso que eu passara era que eu estava fazendo apenas pelo dinheiro, ia me deixar confortável, eu sabia que ia, e eu ia passar minha vida fazendo algo que não gostava. Apenas pelo dinheiro.


Cheguei em New York e tudo começou a desandar no início. O apartamento no Brooklyn para o qual me mudei era um lixo, com um roommate que viva bêbado, numa vizinhança barra pesada... Meu emprego era uma bosta, mal daria pra pagar o aluguel... Eu comprava uma Coca-cola e ia beber no telhado do meu prédio, olhando a vida lá embaixo e pensando na passagem de volta para o Brasil guardada na minha mala... Ainda dava tempo de pegar aquele emprego... Mas eu fiquei, estava apaixonado por New York (Como ainda estou!). Quando fiz novos amigos, consegui um novo emprego e um novo lugar pra morar. Está certo que não era o emprego dos sonhos, mas dava pra pagar o aluguel e ajudar minha mãe no Brasil. E foi a saudade de casa que me fez voltar...

Mas depois de seis meses em New York, o Rio de Janeiro na bagunça do carnaval não me atraía mais. Nem um pouco. Então voltei para minha nova vida, onde um novo relacionamento me levou ao casamento e aos poucos eu comecei a enxergar que minha vida é aqui agora... Com o mestrado se aproximando, a nova casa, os projetos nos quais estou envolvido, não há como negar que New York é minha casa. Tem o problema da saudade, que às vezes vem forte e dói o coração... E isso pesa na balança... Mas tem outros pontos que me fazem querer ficar...

No grande seriado que é a vida, meu personagem se despediu das séries dos meus amigos e parentes (como acontece nos melhores shows de TV) e foi pra New York, onde uma nova vida começou. E cada temporada tem suas surpresas... Algumas deliciosas e outras nem tanto. Mas, Ces't la vie... :-)


GOTHAM, a série que vai fisgar você


Apesar de ter muita coisa boa surgindo na telinha aqui nos EUA, principalmente para os fãs de quadrinhos, como THE FLASH, as voltas de ARROW, AGENTS OF S.H.I.E.L.D. e WALKING DEAD, nada estava me deixando mais ansioso do que GOTHAM.

Desde o início a premissa do seriado me pareceu muito boa: A história nunca contada sobre a ascensão do crime na cidade que um dia seria protegida pelo Batman. Pois é, mas nessa série o Homem Morcego está longe de surgir em Gotham City, apesar do gatilho ter sido disparado: O casal Wayne é assassinado na frente do seu filho, Bruce. O homicídio é o primeiro caso a cair nas mãos de James Gordon, herói de guerra recém chegado à cidade, e seu parceiro de métodos duvidosos Harvey Bullock, um homem com conexões no mundo do crime e que detesta a ideia de ter a seu lado alguém tão ético quanto Gordon.

Enquanto o caso é investigado, vemos a dupla de detetives adentrar o submundo do crime cujo o rei é Carmine Falcone e uma possível rainha chamada Fish Mooney, que agrega os principais elementos de perigo e sensualidade das vilãs de Batman. Interpretada por Jada Pinkett-Smith, Fish já mostra no primeiro episódio que não hesita em matar e jogar sujo para chegar ao poder e pune falta de lealdade com sangue, se tornando uma das melhores vilãs a pisar em Gotham. Vamos ver o quanto demora pra personagem debutar nos quadrinhos.

Falando em vilões de Batman, temos aqui as versões prévias de Charada e Hera Venenosa, em rápidas participações e, com mais espaço em cena, Pinguim e Mulher Gato. Robin Lord Taylor nasceu para o papel e mostra o lado perverso e cínico de Oswald Cobblepot, um tanto quanto psicótico e assustador. Já Camren Bincondova não tem sequer um diálogo em todo episódio, mas ainda assim consegue roubar a cena. Sua jovem Selina Kyle é uma ladra astuta e esperta, que presencia o assassinato dos Wayne e desde então desenvolve uma certa obsessão pelo jovem Bruce.

Sem Batman e Robin para patrulhar a cidade, Gordon e Bullock se tornam uma versão good cop/bad cop da "dupla dinâmica" e a química entre os dois vai garantir bons momentos para a série. E Gordon terá ainda problemas envolvendo sua noiva Bárbara e uma outra detetive, Renée Montoya.

GOTHAM tem uma equipe de roteiristas competente, comprometida com o universo de Batman e disposto a entregar uma boa trama. Só isso já mostra que, caso os demais episódios sigam a qualidade do piloto, teremos uma série de tirar o fôlego pra acompanhar.


Chelsea Hotel: um dos lugares mais assustadores de New York



Quando se procura histórias assustadoras sobre NYC, eventualmente se esbarra no Hotel Chelsea. Comecei a pesquisar sobre ele quando uma amiga me contou, em lágrimas, que estava em frente ao lendário hotel quando viu uma mulher com os pulsos sangrando, pedindo ajuda. Segundo Jennifer, minha amiga, a mulher parecia perdida. Jennifer logo pegou o telefone para ligar para o 911, mas quando foi tentar conversar com a mulher para acalma-la a mesma havia desaparecido. No mesmo instante, o letreiro luminoso onde se lê o nome do lugar piscou. O suficiente para que Jennifer entrasse no primeiro táxi e sair dali o mais rápido que pudesse.

"Vou te contar... Muita coisa bizarra acontece no Chelsea..." - Janis Joplin


O Hotel, localizado na 222 West 23rd Street, foi construido em 1883 e surpreendeu pelo seu tamanho e bom gosto. Feito com tijolos vermelhos, no estilo Vitoriano, ainda que com algo de gótico, os doze andares do Hotel atraíram muitos hóspedes, mas por mal administração o local esteve à beira da falência algumas vezes. Como forma de minimizar os danos e evitar o fechamento do Hotel, o lugar passou a alugar de forma permanente seus quartos. Artistas de várias áreas começaram a então a se mudar para o Chelsea que virou reduto de nomes como Janis Joplin, Alice Cooper, Patti Smith, Dylan Thomas, Uma Thurman, Tennessee Williams, além de dezenas de outros famosos.

"Aquilo é como um vórtice... Um tornado artístico de destruição e morte, de amor e de sonhos que nunca vão se realizar" - Sid Vicious, sobre o Chelsea
 


Antes visto como um refúgio artístico, mortes começaram a acontecer no hotel. Apesar de não terem relação entre si, com o passar do tempo as pessoas começaram a ver o Chelsea com outros olhos. Dylan Thomas, o poeta, morreu nos corredores do hotel vítima de uma pneumonia e foi no quarto 100 que um dos crimes mais notórios aconteceu: Sid Vicious, então baixista dos Sex Pistols, esfaqueou sua namorada Nancy Spungen e a deixou morrer sob a pia do banheiro em 1978. O caso  ganhou as manchetes do mundo inteiro (Tinha uma foto aqui, mas eu achei pesada pra postar...).


Funcionários do local afirmam ouvir gritos de uma mulher não identificada nos corredores. Um homem costuma aparecer no meio da noite em frente ao quarto 206. Funcionários da obra de renovação que atualmente acontece no local sentem com frequência a presença de algo os seguindo ou observando. Se o hotel é mesmo assombrado ou não, a verdade é que muitos de seus moradores se mudaram de lá. O Chelsea está mudando sua política e volta em 2015 a ser um hotel comum, onde qualquer um pode se hospedar, mantendo apenas os moradores mais antigos que, pela lei dos alugueis, só saem se quiserem.

Então, quem pretende vir a Manhattan ano que vem terá o Chelsea com todo seu luxo, glamour e fantasmas, como uma nova opção de hospedagem. Eu, com certeza, irei passar pelo menos uma noite no local... :)


Caverna do Dragão: O final revelado


Caverna do Dragão (Dungeons & Dragons, no original) foi um desenho de muito sucesso entre as décadas de 80 e 90, gerando uma legião de fãs que nunca soube, afinal, como acabava a série. Tudo porque um corte no orçamento inviabilizou a produção de novos episódios e o cancelamento prematuro da série. 

Ouviu-se de tudo desde então. Diziam-se que os personagens estavam mortos, por isso os seis adolescentes nunca conseguiam voltar pra casa. Especulava-se que Uni, o bebê unicórnio que se torna mascote da turma, seria na verdade um demônio em disfarce. Tratavam o Mestre dos Magos, o guia do grupo, como uma espécie de Deus e o Vingador, antagonista da série, como o diabo encarnado. Fora uma dezena de outras lendas urbanas que seguiu o fim da série.

Porém, o que muitos desconheciam é que o episódio final, Réquiem, estava escrito por Michael Reaves. Permanecia, então, apenas não produzido. À época do lançamento do box de DVDs da série nos EUA, um podcast foi feito, "produzindo" o episódio final da série e esclarecendo o que acontecia à Hank, Diana, Presto, Eric, Sheila, Bobby e todos os outros personagens que aprendemos a conhecer.


Então segue aqui a revelação do final de CAVERNA DO DRAGÃO:

Tudo começa com o Mestre dos Magos conversando com o Vingador no Plano dos Sonhos, onde o vilão desafia o Mestre a sair de perto de seus pupilos e deixa-los mostrar sua bravura sem ajuda. Confiante de tudo que foi ensinado a eles, o Mestre aceita o desafio mesmo que isso signifique que, caso percam, os jovens perderão suas armas e serão assassinados pelo Vingador, como lição para aqueles que tentarem desafia-lo. 

Enquanto isso, Hank, Sheila, Diana, Presto, Eric, Bobby e Uni estão enfrentando a criatura de nove cabeças conhecida como Hidra. O mostro está levando a melhor e eles estão prestes a morrer quando o Mestre dos Magos surge. Os jovens imploram por ajuda, mas o Mestre diz apenas que a partir daquele momento eles estão sozinhos. Ainda surpresos com a atitude do Mestre, eles conseguem derrotar a Hidra, mas estão famintos e com sede. Com raiva do Mestre, o grupo começa a se desentender ao que Eric decide desafiar Hank pela liderança do grupo. Cansado e decepcionado, o Arqueiro permite que Eric tome as decisões pelo grupo.


Acampados, Eric começa a entender que todo aquele reino para onde foram levados enquanto andavam numa montanha russa é uma masmorra e que, nesse caso, todos eles são prisioneiros do Mestre dos Magos (No original seu nome é Dungeons Master: Mestre das Masmorras). Quando todos questionam quem irá ajuda-los, então, a voltar pra casa, surge o Vingador. Nem um pouco ameaçador,  o vilão lhes conta que para eles sempre foi mais fácil enxergar o Mestre como uma boa pessoa e ele como o grande vilão, mas na verdade eles precisam enxergar que os conselhos do Mestre nunca os levou de volta pra casa e sempre para o coração das batalhas. O Vingador lhes oferece um serviço em troca de lhes mandar de volta pra casa: eles devem ir até os limites do reino onde existe um túmulo... Nesse túmulo repousa uma chave que deve ser arremessada no abismo. Uma vez que completem essa tarefa, eles serão mandados de volta pra sua casa. O Vingador abre um portal, mostrando o parque de diversões aos meninos, como prova de que realmente tem poder para cumprir sua promessa.

Quando o Vingador desaparece, o grupo se divide: Eric, Presto e Sheila resolvem fazer o que o Vingador lhes pediu, enquanto os outro preferem não fazer nenhum acordo com aquele que lhes aparece como mal incarnado.

Eric, Sheila e Presto chegam à uma praia onde encontram um velho navio. Os três entram no navio e Presto usa sua mágica para fazer com que navio levante vôo e passe a navegar os céus. Sheila questiona se eles estariam fazendo a coisa certa, mas Eric deixa claro que eles ja haviam tentado de tudo que o Mestre lhes indicou, portanto, era hora de dar ao Vingador uma chance. Ao ver, do acampamento, o navio levantar vôo, Hank decide que de alguma forma eles precisam chegar ao túmulo antes dos outros. Eis que surge um dragão de bronze, uma raça dócil, que permite que os jovens o usem para chegar aos limites do reino.


Hank e Diana começam a questionar o por quê dos jovens terem sido levados para aquele reino e que talvez o Vingador esteja certo quanto ao Mestre. Todavia, eles começam a sobrevoar a zona dos vulcões e vê que o navio onde estão os outros foi danificado por uma erupção e os jovens estão se mantendo graças a magia de Presto. Hank tenta convence-los a voltar, mas não consegue. O Arqueiro então decide usar suas flechas para derrubar navio, mas Eric o protege com seu escudo e as flechas causam uma erupção ainda pior que vitima o navio. O dragão consegue escapar da erupção, mas Hank, Diana, Bobby e Uni agora só podem seguir em frente. Não há mais volta. Hank se sente culpado, pois pode ter causado a morte de seus amigos, apesar de Diana ainda ter esperanças. Eles chegam aos limites do Reino, um abismo sem fim, e avistam o uma imensa construção, uma torre macabra: o túmulo.

Sobrevivendo graças ao campo de força do escudo de Eric, os jovens acreditam que os outros tenham morrido e Eric se sente culpado por isso. Eles continuam dispostos a achar a chave.

Do alto da construção, Vingador e o Mestre dos Magos observam a chegada dos jovens. Enquanto Vingador torce para que eles falhem, o Mestre deseja que eles triunfem, mas nenhum dos dois pode interferir. O Vingador diz que a torre irá testar a coragem dos guerreiros.

Às portas da torre, os dois grupos se encontram e ficam felizes, mas voltam a se desentender quando Eric resolve continuar seguindo os planos do Vingador. Eric pede que Presto o ajude e, para surpresa geral, o Mago consegue tirar um laço de energia de seu chapéu, que aprisiona Hank, Diana e Bobby. Quando eles se libertam, Eric, Sheila e Presto ja estão dentro da torre. Hank e Eric se enfrentam de novo, mas dessa vez não dura muito, pois um monstro gigantesco  em forma de ameba surge do chão para ataca-los. O monstro absorve o pode de suas armas para crescer e ficar mais faminto, mas graças a Bobby, que usa seu tacape para destruir uma pilastra, o monstro é enterrado vivo. Mas os destroços também impedem que o grupo saia da torre. Triunfante, Eric diz a Hank que o único jeito de sair dali é subindo.


A escadaria os leva a um santuário, uma imensa e gótica câmara onde está um sarcófago. Vingador e Mestre dos Magos continuam a conversar e o vilão diz que o Mestre não deve celebrar sua vitória, mas o mesmo apenas murmura que a vitória pertence ao Vingador de qualquer maneira. O grupo adentra a câmara e antes de chegarem ao sarcófago, passam por uma parede destruída por onde conseguem ver o abismo sem fim. eles observam e conseguem enxergar estrelas ao fundo e vestígios das colunas que sustentam todo o reino. Assustados, eles se aproximam do sarcófago e vêem que ali existe uma fechadura. Porém, não é o fato do sarcófago ser uma porta que mais os surpreende e sim o fato de que aquele sarcófago tem a figura do Vingador, trajado como um nobre cavaleiro, gravada nele. Sem entender porque alguém esculpiria uma versão bonita do Vingador, eles abrem o sarcófago e encontram ali a chave. Eric agarra a chave e no meio da discussão que surge sobre jogar ou não a chave no abismo, o monstro retorna ainda mais ameaçador e os ataca. Eric consegue chegar ao abismo, mas Hank o impende. Os dois brigam pela posse da chave.

Quando os demais são pegos pela criatura, usando seus tentáculos, Hank diz a Eric que matou a charada final: o Cavaleiro estava certo o tempo todo quando se referiu ao reino como uma masmorra e, assim como eles são prisioneiros ali, o Vingador também seria um prisioneiro. A chave em sua mão poderia ser a chance de liberdade deles. A criatura então acerta Hank, que se desequilibra e despenca no abismo sem fim. Eric se desespera sem saber o que fazer com a chave. O Vingador se materializa diante dele e ordena que ele jogue a chave no abismo. Eric olha para o abismo, pensando em Hank, vê seus amigos aprisionados, prestes a serem mortos, e resolve fazer o que Hank faria. Ele corre até o sarcófago, coloca a chave na fechadura e a gira.

Uma luz intensa sai de dentro do sarcofago, fazendo com que a criatura desapareça e provocando uma reação de medo no Vingador. A luz que sai do sarcófago gera raios de luz por todo o reino, abrindo portais em todos os lugares, fazendo com que várias criaturas aprisionadas voltem para seus mundos. O Vingador está paralisado, engolido pela luz do sarcófago, quando os jovens se reúnem e, para surpresa deles, Hank não caiu no abismo. Ele se prendeu a uma das rochas e conseguiu subir de volta.

O Vingador emerge da luz, com suas vestes nobres e feições suavizadas. Hank se dá conta de que a missão do grupo no reino não era derrotar o Vingador, mas ajuda-lo a se redimir. O Mestre dos Magos então surge e os agradece por fazer o que ele nunca conseguiu: libertar o próprio filho. O Vingador revela que se voltou contra o pai para seguir um outro mestre e foi dominado por uma força maligna destruidora.

Um outro raio saído do sarcófago abre um portal para que os jovens, finalmente, voltem pra casa. O Mestre dos Magos diz que agora eles podem voltar pra casa quando quiserem, mas gostaria que os jovens ficassem para ajuda-lo a reconstruir o reino e lidar com as ameaças que ainda existem ali. Emocionados, os jovens olham para o portal e para o novo reino que se formou após a libertação do Vingador. O episódio termina sem que eles tomem qualquer decisão.

* * * * *
Michael Reaves revelou em entrevista que o final dependeria da decisão dos produtores: Se fosse decidido o cancelamento da série, então os jovens voltariam pra casa. Caso contrário, se uma renovação se desse, então os jovens ficariam no reino e ajudariam o Mestre a enfrentar a criatura maligna por trás da corrupção do Vingador.

Espero que tenham gostado de ler um resumo do tão aguardado final. ;-) Aqui embaixo temos a abertura original da série:











10 razões pra amar New York

1 - As estações do ano bem divididas
Nem precisa de filtro de tão lindo...
Você sabe exatamente quando é Outono, Inverno, Primavera ou Verão. São quatro estações bem distintas e cada uma com seus diferentes encantos.

2 - Metrô 24 horas por dia

Tá certo que depois da meia noite ele vem de 40 em 40 minutos, mas pelo menos se pode contar com o transporte público pra voltar do trabalho ou da balada.

3 - A maioria dos clubes não cobra entrada

Isso é ótimo! Quantas vezes já aconteceu de você entrar numa balada, estar um saco e você ter de ficar só porque pagou entrada? Bom, agora não acontece mais.

4 - Baixos índices de criminalidade

Criminalidade existe aqui, claro que existe. Estamos falando de uma das maiores metropoles do planeta! Mas é algo mais controlado e, tirando brigas entre bêbados, nunca vi nada mais grave.

5 - Broadway, baby!!!

Os espetáculos da Broadway são um atrativo para aqueles que, como eu, adoram essa arte.

6 - Cinema ao ar livre

Na Primavera e no Verão, a maioria do parques oferecem cinemas ao ar livre. Você leva sua toalha, sua cesta de picnic e assiste a filmes que vão de clássicos à lançamentos, sempre de graça.

7 - Shows gratuitos

Os shows gratuitos no Central Park, Bryant Park ou Times Square apresentam artistas como Katy Perry, Coldplay, Maroon 5... Só ter paciência nas filas!

8 - Hello! Esse Skyline de tirar o fôlego! 

9 - A liberdade de ser você mesmo

Aqui ninguém se preocupa com sua vida, com o que você faz ou deixa de fazer. Desde que você não incomode o próximo, viva sua existência como bem preferir!

10 - A diversidade cultural

Aqui você encontra de tudo e tem acesso a tudo. Quando você chega aqui, tem certeza de que está na capital do mundo. Todos se encontram aqui!!!

É proibido proibir


Todo mundo sabe que eu admiro e leio histórias em quadrinhos. Cresci no Bairro do Limoeiro, viajei para terras fantásticas, morei em Gotham, Metropolis, Central City... E por último, me mudei (verdadeiramente) para Nova York por conta da grande influência que essa cidade tinha sobre mim graças aos quadrinhos do Homem-aranha e dos Vingadores. Enfim: fui e sou apaixonado por essa arte.

Por isso ando muito preocupado com essa resolução da Conanda (Conselho Nacional dos Direitos das Crianças e do Adolescente) que proíbe a propaganda voltada para o público infantil no Brasil. Primeiro por ser um tiro no pé: Quando a criança para de desejar ou ter interesse por objetos que são voltados para a sua faixa etária, vai começar a desejar produtos que não foram feitos para elas. Segundo, pode inviabilizar a produção de revistas em quadrinhos uma vez que é a publicidade que mantêm os quadrinhos circulando. Sendo justo, qualquer editora no mundo sabe que seria impossível manter uma contínua tiragem de determinado personagem confiando apenas nas vendas em banca. Vamos pensar em quanto isso afeta um todo pegando por exemplo a MSP (Mauricio de Souza Produções).
Mauricio e sua turma
Em entrevista concedida à Revista Marketing Online, em 2010, Mauricio de Souza falou sobre o licenciamento de seus personagens em centenas de produtos e que a MSP seria responsável, graças a isso, pela geração de mais de 80 mil empregos diretos e indiretos. Veja o quanto começa a se perder com a tal proibição! Também vemos sua preocupação com os produtos anunciados, que nunca devem ser nocivos ao seu público alvo. Hoje em dia, até produtos como frutas e sucos estarão proibidos de estampar a Turma da Mônica como estratégia de marketing. Fora que as pessoas esquecem que a MSP tem um histórico de serviços sociais voltados para crianças e adolescentes em seus quadrinhos , distribuídos de forma gratuita, que só por isso já deveria garantir sua existência!


Há uma demonização exacerbada da publicidade infantil e dos personagens que as acompanha. Por tal "caça às bruxas'' a programação infantil nos canais abertos deixou de existir (mas ainda existe nos canais a cabo, onde se deve gastar uma graninha pra ter acesso... hum... Será que apenas as empresas de canal a cabo ganham com isso?) e se o mesmo acontecer com o mercado de quadrinhos, será algo desastroso em muitos níveis. Estaremos criando um exército de crianças sem acesso à diversão barata e voltada para sua idade, crianças sem imaginação e "adultizadas". De verdade, a gente precisa de mais disso? A gente precisa mesmo que as crianças saiam da inocência delas e mergulhem logo cedo na porcaria que é o mundo adulto? Eu acho que não.

Eu acho que as pessoas que estão trabalhando nessa resolução esqueceram o quanto a infância deles foi mais divertidas com desenhos animados. O quanto era legal ter álbuns de figurinhas com seus personagens preferidos e trocar as repetidas na escola. O quanto era legal levar aquela sua revistinha preferida para mostrar ao amigos e rir juntos na hora do recreio. Muito mais legal do ficar conversando sobre qual I-phone novo está no mercado. Eu não consigo imaginar minha infância sem nada disso e não sei porque essas pessoas andam querendo isso para os seus filhos. E ainda tem pessoas me dizendo que a censura foi extinta no Brasil em 1988. Extinta... Então tá!

Quando eu era criança existia a publicidade infantil e nem por isso me tornei um monstro consumista. Pelo contrário, minha mãe me impunha limites (mesmo porquê não teria outra maneira, dada a nossa situação financeira), e eu tinha que esperar ocasiões especiais para ganhar presentes. Mas eu sempre conseguia meus gibis, pois eram baratos... Sempre dava pra encaixar um ou dois no orçamento mensal e quanto eu não aprendi com a Turma da Mônica! Adorava aprender brincadeiras novas lendo os quadrinhos ou, seguindo o exemplo do Cascão, montando meus próprios brinquedos. Os tempos eram outros, os tempos eram felizes de verdade. Os dias pareciam ter quase cinco mil horas... Dava pra brincar, ver desenhos, ir pra escola... Ninguém precisava ficar conversando no bate-papo do celular com os amigos. Pegava a bicicleta e ia até a casa do amigo!!! E estou falando de menos de vinte anos atrás.

Vamos parar pra pensar um pouco se tal resolução nos coloca em um plano confortável ou nos faz caminhar na direção errada. Não falo andar pra trás, pois isso sim seria bom. Andar pra trás, nesse caso, nos levaria a uma época onde era bom ser criança e podíamos gostar da Mônica, do Menino Maluquinho, do Dennis, da Luluzinha, sem o menor problema. Ah, se eu tivesse o Sansão aqui comigo agora...
Tesouros da Infância





30 coisas que descobri após os 30

1 - Ganhar dinheiro é bom. Mas gastar com quem se ama é ainda melhor.


2 - Você descobre a diferença, a sutil diferença, entre ter amigos e ter colegas.

3 - Você percebe que tem mais dos seus pais em você do que você achava. Ou queria.

4 - Você se torna mais politizado.

5 - As pessoas podem até fingir que sim, mas a maioria não gosta de sinceridade. Sinceridade revela e  muitos preferem não enxergar.

6 - Você vai ser ferido por pessoas que ama e não há nada que você possa fazer quanto a isso.

7 - Você vai ferir pessoas que ama e não há nada que você possa fazer quanto a isso.

8 - As pessoas que se foram dessa vida vão te fazer falta pra sempre.

9 - Nem todo amor será pra sempre. O primeiro com certeza não será. Ele vai te ensinar a amadurecer pra próxima relação.

10 - As vezes dizer adeus não significa ser fraco. Significa ser sábio.

11 - Você pode morar em 1000 lugares do mundo, mas vai sempre sentir saudades do lugar onde estão suas raízes.

12 - Você se torna mais paciente, mas nem por isso mais idiota.

13 - Você chora por coisas bobas.

14 - Alguns filmes pareciam muito melhor no passado. E algumas músicas também.

15 - Se você ainda não tem, passa a querer ter filhos loucamente.

16 - Você vai transformar a vida de alguns.

17 - E alguns vão transformar a sua.

18 - Você vai perceber que sair é bom, mas passar um tempo na sua casinha, no seu espaço, na sua baguncinha, é mais gostoso.

19 - Seu animal de estimação se torna mais importante, pois você entende seu amor incondicional.

20 - Você descobre que aquele lugar pra onde se mudou, estava destinado a ser seu lugar preferido no mundo.

21 - Seus maiores segredos você não divide com ninguém.

22 - Amigos de verdade não te abandonam. Se o fazem, merecem ser esquecidos.

23 - Você vai ter uma biblioteca particular. E se não tiver, que pena.

24 - Você vai querer ousar, fazer coisas que nunca teve coragem. E tem que se dar essa chance!

25 - Você se pega rindo sozinho de coisas do passado e se pergunta onde estarão aquelas pessoas, uma vez que a vida nos leva por lugares diferentes.

26 - Você se torna mais observador. Aprende que você foi agraciado com dois ouvidos e uma boca por uma simples razão: ouvir mais e falar menos.

27 - Você encerra discussões dando razão ao outro, mesmo que você saiba que está certo, pois entende que ninguém muda o ponto de vista de ninguém.

28 - Você tenta ser justo em seu julgamentos e correto em suas escolhas.

29 - Você tenta apressar seus planos, pois percebe que o tempo corre mais rápido. O ano começa, logo já tem páscoa, feriados, aniversários e, de repente, já é natal de novo... O ano voou!

30 - Você descobre que Deus é aquele que, quando você chora, te dá a certeza dentro de você de que tudo vai melhorar.